Interpretado por Dudu Azevedo no papel de Jesus Cristo, o momento retrata a passagem bíblica em que ele anuncia que será traído por um dos apóstolos. Durante a ceia, Jesus divide o pão e revela o traidor ao entregar um pedaço molhado a Judas, que se mantém em postura distinta dos demais discípulos, antecipando o desfecho da narrativa.
A cena é marcada pela dramaticidade e pela riqueza de detalhes. Os apóstolos reagem com surpresa ao anúncio, enquanto Judas permanece isolado, reforçando a tensão do momento. Ao final, os atores congelam em cena por alguns segundos, reproduzindo a composição da obra renascentista e transformando o palco em uma representação artística que une fé, história e emoção.
A pintura “A Última Ceia”, criada por Leonardo da Vinci entre 1495 e 1498, é um mural localizado no refeitório do convento Santa Maria delle Grazie, em Milão, na Itália. Com cerca de 4,60 metros de altura por 8,80 metros de largura, a obra retrata exatamente o instante em que Jesus anuncia a traição, sendo reconhecida mundialmente pela perspectiva, simetria e expressividade dos personagens.
No espetáculo pernambucano, a referência à obra reforça o caráter visual e simbólico da encenação, considerada uma das maiores do mundo ao ar livre. A montagem é realizada em uma cidade-teatro cercada por muralhas, com cerca de 100 mil metros quadrados e nove cenários monumentais.
Em exibição até o sábado (4), no distrito de Fazenda Nova, a apresentação reúne cerca de 450 atores e figurantes. Com duração aproximada de três horas, o espetáculo é dividido em cenas que variam entre 15 e 20 minutos, acompanhadas de forma itinerante pelo público, que percorre os cenários inspirados em passagens bíblicas.

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