A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco, da Polícia Militar de Pernambuco e do Gaeco do Ministério Público do Ceará. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco e Ceará, além de medidas judiciais que determinaram a suspensão imediata de contratos e pagamentos, bem como a decretação de prisão preventiva de investigados.
Durante as diligências, os agentes apreenderam cerca de R$ 106 mil em dinheiro, incluindo notas de real, euro, dólar, franco suíço e pesos argentinos, além de armas, munições, documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados para dar continuidade às investigações.
Segundo o MPPE, o esquema criminoso teria atuado em diferentes gestões municipais. As investigações apontam que, entre 2021 e 2022, a Prefeitura de Serrita realizou contratações diretas por dispensa de licitação de forma considerada abusiva, utilizando justificativas irregulares relacionadas ao período da pandemia. Empresas sem capacidade técnica ou com atividades incompatíveis com os serviços contratados receberam milhões de reais dos cofres públicos.
A auditoria também identificou que o esquema permaneceu ativo entre 2024 e 2026, com contratos em áreas como transporte escolar, limpeza urbana, pavimentação e obras de engenharia. Conforme o MPPE, diversas empresas investigadas funcionavam apenas no papel, apresentavam endereços fictícios e utilizavam documentos com datas incompatíveis para dar aparência de legalidade às contratações.
As investigações seguem em andamento e o material apreendido será periciado para aprofundar a apuração sobre o suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos.

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